Rush Fest V

Texto: Tânios Rusheiro Acácio

Direitos de Imagem: Balada Biz

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Definirei em uma frase: “a Rush Fest que já era muito foda ficou ainda melhor”. Tenho a percepção de que a cada ano que passa, a equipe organizadora do maior evento sobre o Rush na América Latina se supera, e consegue proporcionar para os fãs uma experiência cada vez mais substancial.

É importante a gente começar lembrando do “Friday By Night”, um coquetel organizado um dia antes dos shows, e que contou novamente com as presenças de Candice Soldatelli e Martín Urionaguena. Candice é a tradutora dos livros de Neil Peart pela Editora Belas Letras, e junto com Martín (o fã-argentino querido pelos rushers) falaram sobre o novo livro de viagens do melhor baterista do Mundo chamado: “Traveling Music: A Trilha Sonora da Minha Vida e do Meu Tempo”. Quem esteve presente recebeu ainda em primeira mão material exclusivo da Belas Letras da obra do Neil. Eu também - Tânios Acácio - fui chamado pela produção para brincar de Silvio Santos e liderar um quiz com perguntas fáceis e difíceis sobre o Rush, dos níveis: “o Rush é um “power-trio” ou um “power-point?”, como também “qual é a sétima faixa do nono álbum da banda?”. Os prêmios para os vencedores eram camisas, livros e até álbuns comemorativos.

Candice Soldatelli Martin Urionaguena falam sobre o novo livro de Neil Peart.

Ao entrar na Rush Fest V, os rushers que estiveram presentes no evento passado tiveram uma surpresa, neste ano o show ocorreria dentro da piscina semi-olímpica desativada do clube, num palco com 10 metros de largura por 7,5 metros de profundidade, algo em torno de 3 vezes maior do que em 2018 (talvez mais). Apelidei carinhosamente de piscinão do Rush e acho que o apelido pegou.

Eu, como mineiro, sempre que possível busco usar uma expressão praiana, então lá vai: era um mar de gente se divertindo naquele universo do Rush: relatos compartilhados de amigos, novas amizades se formando, crianças “batucando” com suas “baquetas invisíveis”, novos fãs que descobriram recentemente o power-trio, muita gente rindo muita cerveja rolando.

Vito Montanaro da Rush Project de SP molengado no trono de A Farewell to Kings

Circulando pelo espaço, víamos muitos elementos simbólicos do Rush, em que destaco principalmente: a propaganda de 9 metros quadrados  de uma empresa de equipamento industrial da cidade que colocou um fuso gigantesco substituindo os parafusos originais do Counterparts (bem sacado), como também relembro do ponto mais concorrido do evento, tirar foto em frente ao painel da capa do Roll The Bones. A foto vencedora do dia foi incontestavelmente a do Gabriel Burigo.

Gabriel Burigo em frente ao painel de Roll the Bones

A banda da casa Three Snow Dogs abriu o festival com aquele primoroso medley da turnê dos 30 anos do Rush - a R30 - e faço questão de reviver os trechos inefáveis de: “Finding My Way, Anthem, Bastille Day, A Passage to Bangkok, Cygnus X-1, Hemispheres e culminando no “The Spirit of Radio”. A banda ainda tocou na íntegra o Presto que comemora neste ano 30 anos. Que showzaço! Parabéns ao Cesar Lifeson Tancredo, Márcio Lee Sá e Gilson Peart Naspolini.

Three Snow Dogs fazendo a galera cantar junto.

Pausa para colocar mais chope na caneca, e logo em seguida já retomaríamos ao piscinão do Rush para assistir a tão aguardada e aclamada banda chilena H-Sur, power-trio de Santiago que já recebeu elogios da Revista Rolling Stone ao tocar num festival no Estádio Nacional de Santiago para um público de mais de 9 mil pessoas.  O baixista Antonio Godoy, o guitarrista Nicolás Figeroa e o baterista Michael Dumay pousaram com o trio pela primeira vez no Brasil, e pessoalmente posso afirmar que foi um show empolgante, em que realço: Marathon, Natural Science, "YYZ-cantado” e aquela música do MacGyver. "Foi maravilhoso, uma experiência intensa e incrível. Tudo foi perfeitamente planejado e acima de tudo, o público na Rush Fest nos deixou sem fôlego !! Apaixonada e carinhosa, a melhor coisa que poderia nos acontecer."- disse emocionado o vocalista Godoy com a camisa do Criciúma.

H-Sur quebrando tudo na Rush Fest V.

Quem foi, se divertiu muito e já está contando os dias que faltam para a edição de 2020, quem não foi, deveria se programar para ir ano que vem. Falando de maneira franca, antes eu tinha certeza que a Rush Fest é o maior evento sobre o Rush na América Latina, hoje acredito que esse é possivelmente o maior evento do Rush sem Rush do Mundo (pelo menos por enquanto). Obrigado, Criciúma Rush City, abraços com YYZ.

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