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Baixistas falam sobre o falecimento de Chris Squire

"Chris Squider do Yes foi uma grande inspiração para mim (...) minhas mais sinceras condolências à sua família e amigos" - esse é um dos trechos da declaração de Geddy Lee lamentando o falecimento do baixista de uma das bandas mais influentes do rock progressivo ocorrida no dia 28 de junho. Resolvemos prestar nossas homensagens perguntando aos baixistas das bandas covers do Rush sobre essa perda e abrimos espaço para Leo Skinner da Chorus de São Paulo escrever um artigo mais aprofundado. 

 

 

CE - Ghost Rider - Paulo Moreira: Perdemos neste domingo, 28/06/2015, um dos mais brilhantes baixistas de todos os tempos. Seu modo de tocar o contrabaixo influenciaram muitos jovens a optarem a tocar o instrumento, em vez da guitarra. Assim como Geddy Lee, no Rush. Chris Squire, no YES, colocou o baixo em evidência em suas músicas, com suas linhas melódicas marcantes e geniais. Sem dúvida, um gênio dos graves, que será imortalizado por sua importância no Rock Progressivo a frente de uma das mais importantes bandas do gênero, o YES.

 

MG - A Hora do Rush - Leonardo Fox: Chris Squire será sempre lembrado em minha vida; não só pela influência musical, mas por ter feito parte de uma banda que ajudou a me formar como músico, um artista melhor com uma visão mais ampla para a música e para o contrabaixo. O mundo da música fica mais triste hoje com tamanha perda. R.I.P Chris Squire. 

 

PB - Rush Cover - Waldir Dinoá: O rock perdeu hoje um músico excepcional. E nós, baixistas, sentimos como um soco no estômago a notícia da morte de Chris Squire. O timbre inconfundível de seu Rickenbacker e as linhas melódicas inspiradas, originais, surpreendentes e atrevidas que se transformaram em uma das marcas poderosas não só do YES,  mas do próprio rock progressivo, influenciaram muitos baixistas por aí afora, dentre os quais o mestre Geddy Lee. Pra mim ele está entre os cinco melhores baixistas de rock de todos os tempos. Uma enorme referência e inspiração. Descanse em paz, grande mestre.

 

RJ - Rush Cover Rio: Eliézer Menezes:  Realmente, é uma grande perda para nós, músicos ao redor do mundo, ainda mais os escalantes da clave de fá... Chris Squire foi o primeiro cara a usar o baixo como instrumento lider, praticamente rifando como as guitarras, distorcendo-as, enfim, acredito que ele tirava um som unico de seu instrumento. Assim como Geddy Lee, ele foi e sempre será uma grande influência para mim. Apresar da minha total influência pelo Rush (afinal, toco em uma banda cover deles!), o Chris sempre me inspirou como compositor, e da forma como ele tirava seu som. Espero que o Grande Criador esteja ao lado de seus familiares e amigos, confortando-os por esta perda irreparável.

 

SC - 3 Snow Dogs - Mateus Garcia: - Uma lenda, co-fundador de uma das maiores bandas de todos os tempos. Uma grande influência do passado, presente e do futuro! A música perde um gênio, porem muitas gerações ainda irão aprender com ele. Sua história fica gravada,  assim como suas grandes obras que serão eternas.

 

SP - Rush Project - Wellington Carrion: Chris Squire nunca deixou o Yes desde 68, mas deixou um enorme legado musical com linhas mágicas e contagiantes que muito me influenciaram. Minha admiração pelo grave eu devo a este mestre, grande inspiração, criatividade e uma sonoridade ímpar. Fica meu agradecimento por tudo o que este músico representa para nós. Jamais esqueceremos, o grande Chris Squire. :o(

 

SP - Chorus - Leo Skinner:  Por volta de meus doze anos de idade eu ainda estava decidido em tocar guitarra em alguma banda. Eu já estava com a Chorus...e não era baixista!  Mas foi o interesse pelo baixo que me moveu para esse instrumento, porém de forma completamente insegura. Eu ainda não tinha nenhuma referência ou inspiração.

 

E foi nessa transição de instrumento que eu comecei a pesquisar e ir mais a fundo e criar o meu próprio "mundo de baixistas", o primeiro foi Ricardo Gaspa (ex-Ira!), o seu timbre pesado e bem marcado cresceu muito em mim durante esses primeiros anos de aprendizado, mas foi quando comecei a ouvir Rush que eu tive aquele "nó no cérebro", "como pode esse cara fazer isso com o baixo, e fazer de uma forma que parece ser a coisa mais simples do mundo? Impossível!". Geddy então se tornou meio que um mestre para mim..., mas eu queria conhecer o mestre do mestre...então conheci Yes, uma banda em que o baixo a maior parte do tempo faz o papel de instrumento principal.

 

Chris Squire, junto de Geddy Lee, é a o meu maior ponto de referência no instrumento. Sua sensibilidade para compor linhas melódicas, cativantes, serpentinas, linhas incomuns e hipnotizantes, a forma como ele explorou cada possibilidade que o baixo pode oferecer numa música, características que unidas ao seu timbre único, tirado de um Rickembacker 4001 de forma que nenhum outro ser humano conseguiu tirar, formam um músico único, pioneiro, que trouxe o baixo para o centro das atenções numa banda de rock. Experimentou, e ousou, sendo o primeiro baixista a usar efeitos de guitarra em seu instrumento.

O fato de tocar de palheta (coisa que nem sempre é muito bem vista entre os baixistas) também era um dos segredos de seu timbre único.

 

Com tantas qualidades e virtuoses, Squire indiscutivelmente é um dos músicos mais influentes do século passado, e essa sua influência não se restringe apenas à música progressiva, tendo flertado com a música pop nos anos 80 e feito do Yes um dos maiores símbolos da década com a canção Owner of a Lonely Heart.


E foi nos anos 80 que aconteceu um fato curioso, quando Chris Squire foi cogitado para produzir o álbum Grace Under Pressure, quando o Rush estava mudando de produtor.

 

"Inicialmente, "A Grande Caça ao Produtor" foi muito divertida." Diz Peart no Tourbook da Grace Under Pressure Tour,1984. "Procuramos entre os créditos de álbuns que gostávamos e fizemos algumas listas. Tentei descobrir 'quem foi que fez o que a quem'. As pessoas foram contatadas. Quem estava disponível? Quem está interessado? Durante nossa turnê europeia de 1983, conhecemos um número de produtores e engenheiros da persuasão "inglesa". "Bem, a maneira tal é muito legal, e por isso e por isso parece realmente funcionar melhor". Conversamos e conversamos com eles sobre som, sobre música, sobre as outras pessoas com quem eles trabalharam, sobre método, sobre técnica, sobre estúdios e efeitos. Aprendemos muito apenas nessas conversas."

 

Squire lembra vagamente sobre essa época em que conheceu o Rush: "Eu conheci o Geddy Lee há muito tempo atrás quando o Rush tocou na Wembley Arena. Mas de fato, eu fui um possível candidato para produzir um álbum deles, mas quando eu apareci por lá, Trevor Horn estava sentado ao meu lado. Ele me disse que também talvez produziria um álbum deles. Foi no começo dos anos 80, eu acho." Geddy Lee sempre citou Chris Squire como uma de suas maiores influências musicais, e os fãs mais ortodoxos de rock progressivo, consideram uma heresia o fato do Rush ter entrado no Rock'n'Roll Hall of Fame primeiro que o Yes, assim como para Geddy Lee: "Estou realmente desapontado que o Yes não foi induzido ainda. Eu acho que eles merecem tanto, senão mais, do que nós merecemos."

 

E curiosamente, era da vontade de Chris Squire que, caso o Yes fosse induzido ao Hall, o Rush deveria fazer o discurso de indução para a banda. "Eu nunca pensei muito sobre isso (quem deveria induzir o Yes), talvez os caras do Rush que entraram no ano passado! Sou muito amigo do Dave Grohl e do Tayler Hawkins e eles fizeram um grande discurso para o Rush...então provavelmente não seria eles, desde que já fizeram um. Mas se você conhece o Geddy, deixe ele saber que seria ótimo para mim. "

 

Chris Squire deixou sua marca no mundo da música, e a sua morte pôde ser sentida não só pelos fãs, mas também para a música em geral. É um dia triste. Triste ainda é pensar que os músicos influentes estão entrando em extinção, pode soar saudosista demais, mas eu não consigo ver os jovens que irão formar uma banda daqui uns quinze, vinte anos, tendo a influência de algum de nossos contemporâneos.

Squire cresceu e fez o seu nome numa época em que a arte era valorizada acima de qualquer outra coisa, hoje na indústria musical, de forma irônica, o que menos importa é a música.

 

Sua morte será sentida, e sua música será sempre lembrada. Rest In Peace, On the Silent Wings of Freedom.

 

 

 

 

 

 

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