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Capítulo VIII - A Gaiola Dourada

 

Esse é um dos capítulos mais interessantes, pois são apresentados os momentos que a banda teve que aprender a lidar com a fama após o estrondoso sucesso de Moving Pictures, os diferentes tipos de fã do Rush, a introspecção de Neil Peart e suas letras profundas.

 

“Moving Pictures foi bom e ruim ao mesmo tempo para mim. Muitas pessoas estranhas saíram da obscuridade, havia muita atenção sobre nós na época, e sabíamos que era uma fase transitória” – afirma Neil. “Geralmente éramos bem reservados e acho que esse álbum foi o ponto de virada, quando havia muita pressão dos fãs querendo um pedação ou acreditando que estavam ligados a nós de alguma forma – diz Lersxt. “Foi quando começamos a ser reconhecidos, e foi quando comecei a ter a ideia de como lidar com a fama... foi como uma epifania e disse a mim mesmo: “Vou aonde eu quiser ir, e se alguém chegar a mim e for gentil querendo um autógrafo, tenho disponibilidade para isso. Não é nada demais"”.

 

Na cena, Geddy e Lifeson vão a um restaurante e uma atendente reconhece o cantor, mas ainda titubeia com seu celular para tirar uma foto: “Você é o Geddy, certo?”. Ele de forma amistosa responde “Certo”. Lifeson que está ao lado brinca com a situação: “Meu deus, é o Geddy?!” A atendente logo em seguida aparece com uma caneta e papel pedindo autógrafos, mas Lifeson não é reconhecido por ela. “Pegue um autógrafo dele também, ele é o líder do grupo” – diz Geddy Lee apontando para seu amigo, mas a funcionária desdenha e vai embora”.

Na cena seguinte, aparecem os "Meet and Greet", que são o encontro da banda antes dos shows e o guitarrista se sensibiliza: “Nossos fãs são muito educados e geralmente não querem muito da gente. Entendo que amam o que a gente faz e em algum momento da vida, nossa música foi importante para eles, então dedicar alguns minutos a eles não é um grande problema”.

 

Sobre o fato de Neil optar pela distância, Geddy esclarece: ”Ele é tímido, não é uma questão pessoal, ele só não se sente à vontade e não quer ferir os sentimentos de ninguém”. O próprio baterista diz: “Olha, eu era o maior fã do The Who quando garoto, e nem por isso sonhei alguma vez em chegar a um hotel e bater à porta ou interferir na vida deles. Isso eu não entendo. Adoro ser apreciado, ser respeitado é excelente, mas qualquer coisa além disso me deixa apavorado. Qualquer tipo de adulação é muito errado.

 

A partir de então, a discute-se sobre os diferentes tipos de fãs do Rush: Geddy pontua: “existem os fãs radicais que estão lá desde o início e normalmente são homens e bastante intensos”. Alex brinca com o cenário criando um modelo matemático: “No início eram 100% de homens e com o passar do tempo, continua com os 100%.

 

Na cena seguinte aparecem opiniões de fora da banda.


Taylor Hawkings, o baterista do Foo Fighters diz: “As mulheres não conseguem captar a ideia... eu não ouso colocar o Caress of Stell com minha esposa do lado”.

 

Donna Halper, a DJ norte-americana que descobriu o Rush: “a banda tem um relacionamento com o público, e esse mesmo público sente que as letras realmente se comunicam com ele, fazem-no sentir como se a sua experiência fosse ouvida”.

 

Billy Corgan, vocalista do Smashing Pumpinks faz um dos relatos mais interessantes: “Lembro quando eu tinha 16 anos e não era um jovem emocionalmente aberto, mas pedi para meus pais me verem tocando “Entre Nous” e entreguei a letra para que eles lessem, pois queria que eles entendessem que aquela música estava conectada comigo de alguma forma”.

 

Matt Stone, diretor do South Park: “Quando estávamos crescendo, a música é uma parte forte de identidade. O Rush parecia ser uma dimensão adicional de não ser obcecado por garotas, cabelo, coisas assim. Eles pareciam ser inteligentes, e, me imaginando um garoto inteligente, eu dizia “essa é minha praia””.

 

Jack Black com um air guitar/bass/drum de Freewill diz: “Quando você ouve música tão sérias e sinceras, falando da honestidade na arte, fazendo perguntas intelectuais mais difíceis, com uma ótima música ao fundo, percebo que eles oferecem algo que estava faltando no Rock.

 

Sebastian Bach: “os caras em Circunstances cantavam também o refrão em francês com frases profundas, como "Plus ca change, Plus c'est la meme chose" que pode ser traduzida como "quanto mais ocorrem mudanças, mas as coisas parecem as mesmas". Eu não conseguiria pensar isso nem na minha própria língua”.

 

Neil Peart então conclui sobre suas letras: “As palavras podem carregar diferentes sentidos para as pessoas, mas para àqueles que realmente têm a sensibilidade de prestar atenção às letras que dei a elas é maravilhoso conectar-se dessa forma e sem subestimar ninguém. Eu sempre achei que as pessoas eram tão inteligentes quanto nós, então nós podemos entender, eles também podem... e não estou sendo terrivelmente pretensioso, não estou fingindo nada. As letras sempre refletem meu tempo e o tempo que observo, mas todas são um reflexo de mim”.

 

 

 

  

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